Nossa História
 

2000 | 2001 | 2002 | 2003 | 2004 | 2005 | 2006 | 2007 | 2008

ANO 2000

No seio de uma das maiores expressões da cultura popular do Brasil – o carnaval -, nasce uma iniciativa que se tornou o hoje reconhecido programa social Crescer e Viver. Foi naquele ano, em que o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8069) completava 10 anos que o Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Porto da Pedra escolheu como enredo para o carnaval de 2001 o tema “Um sonho possível, crescer e viver agora é lei”,  passando a executar sob a liderança de Junior Perim, então vice-presidente de projetos sociais da agremiação carnavalesca, um conjunto de ações sociais com o objetivo de gerar ocupação produtiva para crianças, adolescentes e jovens da comunidade do Porto da Pedra em São Gonçalo/RJ, contra-turno escolar. Contando apenas com doações do comércio local e o trabalho voluntário de componentes da escola de samba foram sendo organizadas e oferecidas várias atividades e, a sede da escola de samba, antes utilizada apenas para as atividades ligadas à produção do desfile de carnaval, foi se tornando um espaço ocupado por crianças, adolescentes e jovens que participavam de oficinas de dança, percussão, capoeira, judô, violão, futebol e etc.


ANO 2001

Com o tema de enredo escolhido no ano anterior a Unidos do Porto da Pedra sagra-se campeã do carnaval do Grupo A e volta do Grupo Especial das Escolas de Samba, ampliando a visibilidade das ações sociais que desenvolvia, bem como ampliando a demanda e, consequentemente, a necessidade de novos investimentos que, a escola de samba, frente as desafios de organizar e produzir o seu desfile de carnaval, afirmava não poder realizar. Surge, então, a necessidade de iniciar um novo ciclo institucional para as ações sociais, visando a construção de alternativas para a sua manutenção, desenvolvimento e sustentabilidade.


ANO 2002

Frente a impossibilidade da escola de samba investir recursos nas ações sociais, Junior Perim, que se mantinha firme no propósito de continuar a ampliar o trabalho social, convida Vinicius Daumas para se somar as iniciativas e juntos começam um processo de reformulação que tem como resultado a decisão de privilegiar o desenvolvimento de ações de cultura e arte circense, sendo desenvolvido e implantado, com patrocínio da Telemar e Instituto Telemar (hoje Oi e Instituto Oi Futuro e Lei Estadual de Incentivo à Cultura ) o “projeto Escola de Circo de Pequeno Tigre”, nome que fazia menção ao símbolo da Unidos do Porto da Pedra – um tigre. É aí que se inicia o trabalho de formação e de ensino-aprendizagem das artes circenses, hoje empreendido pelo Crescer e Viver, como um projeto político pedagógico próprio e original em circo social.


ANO DE 2003

Com foco de atuação definido, Junior Perim e Vinicius Daumas passam a investir na qualificação das atividades tendo como metas: consolidar uma nova estrutura institucional; e desenvolver uma metodologia própria de circo social com foco na educação para cidadania e na educação complementar de crianças, adolescentes e jovens de classes populares. Passando, então, a buscar informações e a construir alianças com organizações mais experientes, entre as quais a FASE (Federação de Órgãos para a Assistência Social e a Educação) - uma das mais antigas e importantes ong´s do Brasil que atuam na defesa dos direitos sociais e humanos -, que naquela altura, através do seu Serviço de Análise e Apoio a Projetos, atuava como articuladora da Rede Circo do Mundo Brasil e, convidou o Crescer e Viver a fazer parte da iniciativa, dedicada à consolidação e desenvolvimento do conceito de circo social.

Ao priorizar o trabalho com circo social e ingressar na Rede Circo do Mundo Brasil o Crescer e Viver desperta a atenção e curiosidade da comunidade circense e de organizações dedicadas ao trabalho com crianças e jovens, entre as quais e UNESCO que reconhece e chancela o seu trabalho e, o convida para implantar oficinas e atividades de circo social no Programa Escola de Paz nos finais de semana, em 04 (quatro) unidades de rede pública estadual de ensino no município de São Gonaçalo.

A expansão do trabalho e da visibilidade das ações em circo social do Crescer e Viver começa a ampliar também a sua expressão pública e despertar o interesse da mídia espontânea e, no mesmo ano a instituição é convidada pela Xuxa Produções para participar com 23 crianças e adolescentes do elenco do DVD "Xuxa só para baixinho 5 – o circo".

Como o objetivo de impulsinar o desenvolvimento e o fortalecimento institucional do Crescer e Viver, melhor  aproveitando as oportunidades que estavam se abrindo, Junior Perim e Vinicius Daumas iniciam em setembro o processo fundação de uma organização não-governamental que se concluí em novembro e confere ao Crescer e Viver autonomia jurídica, administrativa e financeira, preservando a parceria com a Unidos do Porto da Pedra que, embora não estivesse disposta a investir recursos financeiros nos projetos sociais, se compromete a disponibilizar a sua sede para o desenvolvimento das atividades. 

Após um mês da conclusão dos seus registros como organização autônoma o  Crescer e Viver assina, em dezembro, o seu primeiro contrato de parceria com o Instituto Desiderata.


ANO 2004

O Desembargador Siro Darlan de Oliveira, então juiz titular da 1ª Vara da Infância e Juventude da Comarca do Rio de Janeiro, reconhecidamente uma das maiores autoridades brasileiras no tema direitos da criança e do adolescente, que já conhecia o trabalho do Crescer e Viver e havia convidado a organização para participar de diversos eventos, o convida a replicar o seu trabalho no Rio de Janeiro e propõe o desafio, assumindo com Junior Perim e Vinicius Daumas o compromisso de ajudar a levantar os recursos necessários.

Deste acordo, o Crescer e Viver inicia de expansão das suas atividades e com apoio da Capemi (atualmente Capemisa), Dreams Can Be Foundation, Correios, Governo do Estado do Rio de Janeiro e 1ª Vara da Infância e Juventude, implanta no dia 12 de outubro (dia das crianças) a Lona de Circo Crescer e Viver ao lado do Sambódromo na comunidade conhecida por “Boca do Lixo” na Praça Onze, onde passa a desenvolver um conjunto de projetos de circo social com crianças, adolescentes e jovens das comunidades do entorno, além de adolescentes em situação de rua em articulação com um projeto do Juizado da Infância e Juventude.


ANO 2005

A Unidos do Porto da Pedra muda o endereço da sua sede para outra comunidade e encerra a parceria com o Crescer e Viver, que passa a desenvolver suas atividades em São Gonçalo no Centro Integrado de Educação Pública Waldemar Zarro, no bairro Brasilândia, visinho a antiga sede da escola de samba, o que permitiu a continuidade do atendimento ao mesmo público beneficiário dos projetos naquela ocasião.

Neste ano já com amplo reconhecimento público o Crescer e Viver assume através do seu coordenador executivo Junior Perim a articulação internacional da Rede Circo do Mundo Brasil e passa a representá-la na Rede Internacional de Formação em Circo Social, e a instituição através de seleção pública passa a receber o apoio do Programa Criança Esperança, desenvolvido em parceria pela UNESCO e a Rede Globo.


ANO 2006

Com uma metodologia de circo social própria e um trabalho bastante consolidado, que é considerado uma das experiências de maior êxito no Brasil em seu campo de intervenção, o Crescer e Viver é escolhido como um dos 56 Pontos de Cultura da Cidade do Rio de Janeiro, pelo Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura. No final deste ano a organização recebe também o Prêmio Funarte-Carequinha de Estímulo ao Circo no Módulo-Formação. Com o trabalho em circo nas dimensões sociais e educativas já tendo alcançado a níveis de sustentabilidade e reconhecimento público o Crescer e Viver decide dar vôos mais altos, visando contribuir para a inclusão produtiva de jovens (alguns dos quais participantes de suas atividades desde os primórdios em São Gonçalo), que escolheram o circo com um campo de trabalho e profissionalização. É imposta então à organização ampliar os seus eixos de intervenção expandindo a sua metodologia também para um diálogo com as dimensões simbólicas e econômicas das artes circenses. É neste momento que o Crescer e Viver convida a atriz, diretora teatral e pesquisadora Alice Viveiros de Castro para estruturar a concepção de um espetáculo cênico de circo, cujo processo de modelagem, montagem, produção e apresentação, fossem também um espaço de aprimoramento e ampliação do repertório artístico para os jovens participantes dos projetos e atividades de circo social, mas que não devesse nada as grandes produções cênicas brasileiras.

ANO 2007

O Crescer e Viver é convidado pela Petrobras – maior patrocinadora de cultura do Brasil -, a apresentar um projeto de criação, modelagem e produção de um espetáculo circense, tendo no elenco jovens formados pelas suas atividades de circo social e após aprovar junto à Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura inicia a montagem de "Vida de Artista – a arte de construir um espetáculo" estreando-o seis meses depois na Lona de Circo Crescer e Viver onde ficou em cartaz por 03 meses com sucesso de públicos e critica, sendo posto em circulação através de um turnê que passou por teatros e equipamentos culturais dos bairros da Tijuca, Madureira e pelos municípios de Duque de Caxias, São Gonçalo e Belo Horizonte/MG, sendo assistido por mais de 30.000 expectadores.


ANO 2008

Conteúdo em desenvolvimento.
 




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